Flexibilidade no Trabalho

15 tendências do futuro do trabalho que mudarão a realidade do mercado

Redação BeerOrCoffee
Escrito por Redação BeerOrCoffee em junho 10, 2022
10 min de leitura
15 tendências do futuro do trabalho que mudarão a realidade do mercado
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As tendências do futuro do trabalho mostram qual será a realidade do mercado. Entre elas estão o trabalho assíncrono e o flexível, o jungle office, o diretor de futuro do trabalho, a métrica por resultados e a entrada mais significativa das mulheres no mercado de trabalho. Veja os detalhes e outros itens.

tendências do futuro do trabalho

Para se adaptar às mudanças do mercado, sua empresa precisa conhecer as tendências do futuro do trabalho. Afinal, elas indicam o melhor caminho para se preparar e conquistar vantagem competitiva.

Além disso, mostram como serão as principais tendências para as equipes em 2022 e também para os próximos anos.

Portanto, elas moldam o futuro do trabalho na prática. Especialmente, em um cenário em que os colaboradores tiveram novas experiências e conheceram realidades diferentes.

Com isso, passaram a pensar em alternativas que garantissem o máximo de bem-estar, produtividade e benefícios.

Então, o que é válido no momento atual? Quais tendências se consolidam como as principais? Vamos apresentar 15 delas que fazem a diferença. Saiba mais na lista abaixo.

Checklist dos novos formatos de trabalho

1. Trabalho assíncrono

Se o modelo remoto passou a ganhar espaço nas empresas, o trabalho assíncrono se fortaleceu. Isso porque ele é a base da flexibilidade, já que se refere à possibilidade de as equipes não trabalharem ao mesmo tempo.

Ou seja, cada um atua no melhor momento para a sua realidade. O único cuidado é com a troca de informações. 

O ideal é estabelecer a comunicação assíncrona. Assim, evita-se perder tempo com a espera por respostas.

Quando realizado da forma correta, é possível obter vários benefícios. Entre eles estão:

  • Você contrata os melhores talentos, pouco importa onde eles estão. É a ideia do anywhere office;
  • Há menos distrações, pois as interrupções são menos frequentes na comunicação assíncrona;
  • Os colaboradores trabalham no horário que preferirem, o que aumenta a produtividade.

2. Diretor de futuro do trabalho

Esse cargo pode soar estranho, mas dados do LinkedIn divulgados pela Forbes mostram que houve uma alta de 60% nos cargos do futuro do trabalho. Portanto, faz todo sentido ter um diretor para cuidar dessa parte.

Além disso, o crescimento nos títulos das vagas que trazem alguma referência a trabalho híbrido chegou a 304%.

Por isso, vale a pena investir nesse cargo para que esse profissional prepare a empresa para as novas tendências do futuro do trabalho.

Na prática, isso garante uma vantagem competitiva importante na atração e retenção de talentos.

3. Flexibilidade para atrair talentos

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Abordando a contratação de colaboradores, fica claro que a flexibilidade é uma importante moeda de troca.

Afinal, esse é um benefício cada vez mais valorizado. Tanto é que uma pesquisa do LinkedIn mostrou que essa é uma das preferências dos profissionais, tendo sido apontada por 48% dos entrevistados.

Além disso, o levantamento evidenciou que os funcionários que trabalham em empresas flexíveis no que se refere a horário e local têm 2,5 vezes mais chances de se sentirem satisfeitos.

Também apresentam 2 vezes mais probabilidade de recomendarem a companhia para outras pessoas.

Portanto, essa é uma oportunidade que você não pode ignorar. Caso insista na cultura rígida, tradicional e que preza pelo presencial, tende a ter dificuldade para encontrar talentos.

4. Jungle office

O contato com a natureza se tornou mais evidente com a pandemia. Por isso, o mercado de trabalho do futuro foca o jungle office, ou seja, a inclusão de animais e plantas no home office.

Inclusive, essa ação pode ser adotada por coworkings, tanto com flores na decoração quanto com espaços pet friendly.

Nas empresas, a medida também pode ser implementada. No entanto, exige uma manutenção maior.

Por isso, descentralizar as equipes e deixar essa responsabilidade a cargo dos coworkings é uma boa opção, seja para a redução de custos, seja para garantir a flexibilidade e atrair novos talentos.

Quanto aos benefícios dessa prática, empresas como a Nestlé e o Grupo Mars — que possuem programas pet friendly — argumentam que a prática reduz o estresse e torna o ambiente de trabalho mais leve. Esses fatores aumentam o bem-estar dos colaboradores, favorecendo a produtividade.

Guia Completo do AnywhereOffice (2)

5. Métrica por resultados

Uma liderança gentil busca a produtividade, em vez do cumprimento de uma carga horária de trabalho — e essa é uma tendência que mudará a realidade do trabalho.

Esse cenário é tão forte que um estudo da Adecco mostrou que 73% dos líderes e trabalhadores pedem para serem avaliados por resultados, em detrimento da jornada cumprida.

Um dos motivos para isso é que as pessoas acreditam que podem realizar as mesmas atividades em menos de 40 horas semanais. Isso é apontado por 57% dos entrevistados da pesquisa.

Para a empresa, essa é uma boa alternativa. Em vez de perder tempo com o microgerenciamento, a equipe foca as ações estratégicas que trarão resultados positivos.

6. Amizade como valor de mercado

É fácil acontecer conflitos internos no trabalho remoto.

Esse é um dos principais desafios, porque a comunicação nem sempre é fluida. Ainda assim, é preciso ultrapassá-los com a adoção de certas estratégias. Por exemplo, a comunicação não violenta.

Por isso, uma das tendências do futuro do trabalho é utilizar a amizade como valor de mercado. Essa é uma forma de manter o capital intelectual da empresa intacto e criar um ambiente organizacional positivo.

Isso faz os colaboradores interagirem, conhecerem-se e colaborarem com mais facilidade.

7. Mulheres terão mais espaço no mercado

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É cada vez mais evidente o ingresso das mulheres no mercado de trabalho, mas esse percentual deverá crescer em breve. Muito disso é derivado da falta de profissionais em TI e do próprio trabalho flexível.

Afinal, a possibilidade de trabalhar de onde quiser e no melhor horário facilita a entrada das mães em diferentes cargos — até mesmo os de liderança.

Essa mudança do ambiente corporativo é fundamental. Tanto é que uma pesquisa do IBGE mostrou que mulheres com filhos de até 3 anos estão mais desempregadas do que aquelas sem filhos.

O estudo mostrou que, entre as mães na faixa etária dos 25 aos 49 anos com filhos de até 3 anos, 54,6% estão fora do mercado de trabalho.

Com a escassez de profissionais para a área de TI, essas mulheres podem ingressar nos cargos, desde que sejam capacitadas ou recebam a devida orientação.

Em relação ao trabalho flexível, esse é outro ponto positivo. Como no modelo remoto é possível trabalhar de casa ou de um coworking com espaço kids, a mãe tem a chance de fazer o que gosta, contribuir com a empresa e continuar cuidando dos filhos.

Especialmente, porque elas tendem a ser mais produtivas. Um estudo feito pelo Federal Reserve Bank de St. Louis mostrou que as mães com 2 ou mais filhos são as mais produtivas.

8. Redução do trabalho presencial

Se antes da pandemia a lei era o trabalho presencial, agora ele tem hora marcada. O escritório não morreu, mas se reinventou. Os formatos de trabalho híbrido e remoto ganham espaço e a presença das pessoas no escritório é cada vez menos necessária.

O regime descentralizado é o mais utilizado, inclusive para a realização de reuniões. Tanto é que cada vez mais empresas optam pelos coworkings, que oferecem toda a infraestrutura necessária e têm até salas privativas e de reuniões para encontros com colegas, clientes e fornecedores.

9. Phygital

Os espaços de trabalho do futuro tendem a permitir a interação entre o físico e o digital. Na prática, isso significa que cada colaborador poderá escolher onde quer estar: no escritório, em um coworking, em casa e onde mais quiser.

Assim, haverá uma ampla interação entre quem está na empresa e quem está fora dela. Com o metaverso, esse engajamento tende a ser ampliado. Atualmente, a colaboração híbrida com o machine learning está se tornando cada vez mais evidente.

Essas alternativas tornam o trabalho remoto ainda mais palpável e apto a ser implementado por diferentes tipos de negócios. Afinal, diferentes recursos são viabilizados.

10. Trabalho flexível

Os colaboradores priorizam outras questões acima do trabalho propriamente dito.

Entre esses fatores estão os horários flexíveis, preferência de 38% dos profissionais, conforme estudo da Microsoft. Na prática, isso reforça que o modelo remoto é uma das tendências que mudarão a realidade do trabalho no futuro.

Outros fatores valorizados são saúde e bem-estar (53%), família e vida pessoal (47%), cultura positiva (46%), benefícios de saúde mental e bem-estar (42%) e senso de propósito e significado (40%).

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11. Mobilidade interna

A mobilidade interna é uma tendência para a área de Gestão de Recursos Humanos. Consiste na recolocação da equipe interna para cargos diferentes, após capacitação e desenvolvimento das pessoas.

Essa estratégia tem como objetivos reter talentos, aumentar o engajamento e, claro, reduzir custos com novas contratações.

Entretanto, a mobilidade interna é uma solução para um problema que tem sido enfrentado pelas empresas: a escassez de mão-de-obra qualificada.

Com a transformação digital e a modernização dos negócios, novos perfis de profissionais têm sido requisitados, principalmente na área da tecnologia.

A estimativa é que a demanda por profissionais de tecnologia alcance 797 mil vagas até 2025. O dado é da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom).

Ao considerar programas de mobilidade interna, as organizações podem preparar e desenvolver talentos para suprir demandas nesse sentido.

12. Saúde mental dos colaboradores

Saúde mental do colaborador não é um tema novo, mas a pandemia da COVID-19 trouxe novas questões sobre o assunto.

A mudança na rotina, os novos desafios no trabalho e todas as preocupações causadas pela pandemia levaram muitos trabalhadores ao esgotamento mental.

Uma pesquisa do Instituto Ipsos revelou que 53% dos entrevistados brasileiros relataram problemas de saúde mental em 2020.

O tema também atraiu a atenção da Organização Mundial da Saúde (OMS). Tanto que a síndrome de Burnout foi incluída na lista de doenças relacionadas ao trabalho. 

Portanto, a questão da saúde mental no trabalho volta à pauta e exige ações de curto, médio e longo prazo.

As organizações do futuro precisam considerar essa demanda de seus funcionários. Para responder a esse novo desafio, as empresas podem adotar programas de saúde mental e inteligência emocional e também oferecer benefícios como a terapia online. 

13. Semana com 4 dias úteis

A semana com 4 dias úteis tem sido adotada por diversas empresas ao redor do mundo, como a Unilever e a Microsoft. O objetivo é oferecer um dia a mais de descanso para os funcionários, mas sem redução de salário.

O resultado tem sido positivo entre as empresas que adotaram o modelo.

No Japão, a Microsoft testou o formato em 2019 e observou um aumento de 40% na produtividade. Além disso, houve redução no número de folgas solicitadas pelos funcionários e economia de 23% com eletricidade no escritório.

No Brasil, o movimento ainda é tímido, mas algumas empresas já o adotaram, como a agência de comunicação Shoot. Em entrevista para a CNN, o sócio da empresa, Luciano Braga, relatou que não houve queda de produtividade ao reduzir a jornada de trabalho na empresa.

Já na empresa de produtos pet Zee.Dog, foi observado mais qualidade de vida, redução do nível de estresse e até aumento da produtividade.

E a empresa de tecnologia NovaHaus, além de implantar a folga a mais na quarta-feira, também concedeu um vale de R$ 400 para atividades culturais e de lazer aos funcionários.

A redução da jornada de trabalho é possível graças às novas tecnologias que tornaram processos e atividades automatizados e mais ágeis.

Outra questão é que, com menos tempo para fazer suas atividades, os colaboradores tendem a ser mais objetivos e focados. Em troca, recebem um dia a mais para outras atividades, o que reduz o estresse e melhora o bem-estar.

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14. Inclusão e diversidade

As pautas sobre inclusão e diversidade dentro das equipes ganham cada vez mais espaço entre as tendências do futuro do trabalho.

Agora, cabe às empresas não apenas a adoção de políticas, mas o treinamento e desenvolvimento de líderes capazes de promover a inclusão e a diversidade.

Líderes inclusivos são capazes de abraçar a diversidade de seu time e orientar para a resolução de problemas. Eles também criam um ambiente em que todos se sentem seguros, aceitos e capacitados para dar o melhor de si.

As organizações só tendem a ganhar com essa prática. Tanto que pesquisas da McKinsey & Company revelam vantagem de 35% em obter rendimentos acima da média em empresas que contam com diversidade étnica e racial.

No Brasil, ainda há um caminho a ser percorrido. Isso porque, segundo o IBGE, apenas 29,9% dos cargos gerenciais são ocupados por pessoas negras.

15. Adoção de Big Data

As empresas que ainda não utilizam os dados produzidos pelas novas tecnologias já estão perdendo espaço.

A adoção da tecnologia de Big Data, bem como a análise e sua utilização para inteligência de negócios, é urgente para negócios que desejam se manter competitivos.

O grande volume de dados possibilita que as empresas conheçam, de fato, as demandas dos consumidores e as oportunidades de negócio.

Mas, mais importante que isso, também antecipa os desafios e as crises. Assim, as empresas conseguem se preparar para essas situações.

Portanto, é preciso entender que a tecnologia de Big Data é a principal aliada na tomada de decisão inteligente nos negócios do futuro.

Assim, essas 15 tendências que mudarão o futuro do trabalho são bastante significativas e já podem ser implementadas. Elas exigem um modelo de gestão descentralizado, mas que traz bons resultados. Por isso, vale a pena implementar.

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tendências do futuro do trabalho

Texto escrito por Fabíola Thibes, jornalista e redatora web, e Joanna Nandi, Redatora Web. Revisado por Marcelo Madeira, tradutor, revisor e editor freelancer.

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