Estresse no traballho

Estatísticas da Síndrome de Burnout no trabalho remoto: o que você precisa saber

Redação BeerOrCoffee
Escrito por Redação BeerOrCoffee em janeiro 7, 2022
Estatísticas da Síndrome de Burnout no trabalho remoto: o que você precisa saber
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As principais estatísticas sobre a Síndrome de Burnout no trabalho remoto mostram que a saúde mental deve ser uma preocupação constante das empresas. Boa parte dos trabalhadores relataram sintomas de ansiedade e depressão, o que os levou a se afastarem do ambiente corporativo. 

No auge da pandemia, as estatísticas da Síndrome de Burnout no trabalho remoto bombaram. A pressão causada pela necessidade do isolamento e o distanciamento social, e a dificuldade em equilibrar vida pessoal e profissional foram os principais fatores que contribuíram para essa realidade.

Isso é o que vários estudos apontam. Neste post, vamos apresentar esses dados de forma mais detalhada. O importante é perceber que essa é uma tendência que afeta o mundo todo. Isso porque o burnout é caracterizado como o esgotamento físico e mental. Portanto, é um distúrbio emocional que leva a grande exaustão, especialmente em situações que exigem muita responsabilidade e/ou competitividade.

Apesar da Síndrome de Burnout não ser responsabilidade do gestor de facilities nem do RH, a verdade é que é importante manter uma cultura organizacional positiva. Por isso, é fundamental conhecer o que diz as principais estatísticas desse distúrbio no trabalho remoto. Afinal, elas fornecem o subsídio necessário para você tomar as decisões certas.

Que tal conferir mais informações?

Estatísticas da Síndrome de Burnout no trabalho remoto

Estatísticas da Síndrome de Burnout no trabalho remoto

Qualquer ambiente corporativo tem seu nível de estresse. Isso é absolutamente normal. O problema ocorre quando o colaborador não consegue gerenciar as situações no ambiente de trabalho, seja por questões pessoais, seja por cobranças excessivas ou outros aspectos negativos relativos à empresa.

Aqui, a ideia não é apontar culpados. Na verdade, o burnout é um problema individual. Ainda assim, é possível dar suporte a distância para evitar o esgotamento emocional no trabalho remoto.

Por isso, é importante saber o que o RH faz com essas estatísticas para melhorar o ambiente de trabalho remoto. Existem várias opções, e todas elas partem desses dados. Veja quais são eles.

Mundo

Diversos estudos avaliaram o impacto da síndrome nos trabalhadores de forma global. Entre as principais estatísticas, podemos ver que:

  • 69% dos colaboradores que trabalham de forma remota informaram apresentar os sintomas da Síndrome de Burnout;
  • 84% dos millenials relataram cansaço excessivo, o que demonstra um impacto maior nessa geração;
  • 59% dedicam menos tempo para aliviar o estresse, quando comparado ao que faziam antes da pandemia;
  • 41% relataram ter níveis elevados de estresse;
  • 29% dos trabalhadores exclusivamente remotos afirmaram sentir cansaço excessivo o tempo todo após o auge da pandemia;
  • 48% sentiram mais pressão por permanecerem online o tempo todo;
  • 45% disseram que trabalham mais horas por semana, e a média é de 26 horas a mais por mês;
  • 63% estão mais propensos a solicitar um atestado, e 13% estão menos confiantes em seu desempenho no trabalho;
  • Cerca de 70% dos empregadores acreditam que os colaboradores não se esforçaram o suficiente para evitar o burnout, enquanto 21% dos colaboradores alegaram que a empresa em que trabalham não possui nenhum programa para aliviar o estresse;
  • O burnout custa às empresas US$190 bilhões ao ano em despesas com saúde.

Apesar disso, nem tudo é negativo. Existem vários fatores a serem considerados. Por isso, apresentamos mais estatísticas da Síndrome de Burnout no trabalho remoto, as quais demonstraram que:

  • 92% dos profissionais desejam trabalhar fora do escritório um dia ou mais por semana. Além disso, 80% esperam fazê-lo três dias na semana;
  • 9,8 milhões de mães sofreram com a síndrome por terem que cuidar dos filhos e manter a produtividade do trabalho em casa. Tanto é que elas têm uma possibilidade 28% maior de registrarem cansaço excessivo, quando comparadas aos pais que trabalham fora do escritório;
  • Quase 100% dos gerentes acreditam que suas práticas de liderança remota favorecem os colaboradores com família, mas somente metade deles é capaz de percebê-las;
  • Mais de dois milhões de mulheres deixaram seus empregos, em 2020, devido a fadiga causada pela pandemia.

Brasil

A situação no Brasil também é preocupante. Desde o dia 1º de janeiro de 2022, a Síndrome de Burnout é considerada uma doença ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso porque é um “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”.

Isso deixa claro que é preciso fazer mudanças para evitar o turnover nas empresas. Veja como estão as estatísticas da Síndrome de Burnout no trabalho remoto aqui no Brasil:

  • 93% dos profissionais de RH disseram que as empresas ignoram a importância da saúde mental, e 53,4% nem sabem se a empresa vai investir nesse cuidado. Outros 35% alegam que o investimento ocorrerá em até um ano;
  • 58,75% entendem que o burnout é o maior inimigo do bem-estar, conforme o link do item anterior. Tanto que o índice geral de bem-estar no mercado foi avaliado 49,25. Considerando-se uma nota de 0 a 100, o ideal seria de 78;
  • 108.263 benefícios por incapacidade temporária — o antigo auxílio-doença — foram concedidos de janeiro a julho de 2021 devido a transtornos mentais e comportamentais, entre eles, o burnout. Em 2020, somente a síndrome do esgotamento profissional chegou a 610 casos, uma alta de 45%. Além disso, os colaboradores com muitas demandas estão 2,2 vezes mais propensos a ter a fadiga excessiva sempre com alta frequência. Por outro lado, aqueles que possuem o apoio da liderança têm 70% menos chance de passar pelo esgotamento;
  • 30% dos profissionais sofrem da Síndrome de Burnout no Brasil;
  • 47,3% dos trabalhadores apresentaram sintomas de ansiedade e depressão durante a pandemia. Desse total, 27,4% apresentam os dois distúrbios ao mesmo tempo. Além disso, 44,3% abusam do consumo de bebidas alcoólicas, 42,9% tiveram mudanças nos hábitos de sono e 30,9% foram diagnosticados ou tiveram que tratar de doenças mentais em 2020. Tudo isso contribuiu para o aparecimento do burnout;
  • O Brasil está na 2ª colocação no ranking dos países com trabalhadores com cansaço excessivo;
  • Houve uma alta de 21% no total de diagnósticos de Síndrome de Burnout em comparação com a média do período anterior à pandemia;
  • 26% percebem que o equilíbrio entre qualidade de vida e trabalho piorou. Isso porque 40% estão cansados e estressados após mais de um ano de trabalho remoto. Além do mais, 32% alegaram ter apresentado piora da saúde mental. Com isso, 28% dos recrutadores acreditam que essas questões são as principais preocupações do momento atual;
  • 63,51% dos líderes e 64,1% dos colaboradores apresentaram ansiedade como o principal distúrbio do período de pandemia. Outros 8,72% estão com a Síndrome de Burnout. Ainda há 60,97% que acreditam que a empresa se preocupou mais com o bem-estar e a saúde mental. Por outro lado, 10,68% disseram que a empresa não se preocupa, e 37,86% alegam não poder expor suas opiniões e sentimentos na empresa.

Estatísticas da Síndrome de Burnout no trabalho remoto

O que fazer para melhorar essa situação?

Depois dessa enxurrada de dados, é possível chegar a uma conclusão: o trabalho remoto tem vários benefícios, mas também apresenta desafios. É importante saber lidar com eles para evitar esses aspectos negativos.

Como? A resposta está na flexibilidade. Oferecer ao trabalhador a oportunidade de ficar em casa, em um coworking ou no escritório faz a diferença. Assim como permitir que ele trabalhe em horários alternativos, de acordo com a sua rotina em casa e seu ritmo circadiano.

principais dificuldades das empresas de tecnologia no trabalho híbrido

Práticas como a comunicação assíncrona ajudam a manter a produtividade em alta e aliviar o estresse. Além disso, vale a pena contar com a tecnologia, seja para garantir o bom relacionamento entre as equipes, seja para efetivar um bom fluxo de trabalho.

Fornecer o suporte necessário também é fundamental. Para isso, você pode aproveitar as estruturas dos coworkings, que são escritórios flexíveis, com tudo o que é necessário para que seus funcionários trabalhem bem e com o máximo de produtividade, permitindo o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

De toda forma, é importante avaliar a realidade da sua empresa e comparar com as estatísticas da Síndrome de Burnout no trabalho remoto. Assim, é possível encontrar a melhor saída para o seu negócio e a sua equipe.

Gostou de ver todos esses dados e ainda quer conferir mais dicas para melhorar o ambiente de trabalho remoto? Entenda de forma prática como prevenir a Síndrome de Burnout no ambiente corporativo.

Texto escrito por Fabíola Thibes, jornalista e redatora web. Revisado por Marcelo Madeira, tradutor, revisor e editor freelancer.