Flexibilidade no Trabalho

Estudo: como os profissionais se sentem sobre o trabalho remoto pós-pandemia

Redação BeerOrCoffee
Escrito por Redação BeerOrCoffee em dezembro 13, 2021
Estudo: como os profissionais se sentem sobre o trabalho remoto pós-pandemia
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“O trabalho remoto no pós-pandemia deve permanecer”. É isso que os colaboradores desejam, conforme um estudo da Owl Labs. O levantamento ainda mostrou que as expectativas se referem a ficar fora do escritório, pelo menos, alguns dias da semana. Entenda.

Muita coisa mudou a partir de 2020, especialmente no ambiente corporativo. Agora que as coisas começaram a voltar ao normal, chega a hora de pensar no trabalho remoto pós-pandemia. Afinal, é preciso considerar o que os profissionais acham dessa possibilidade.

Pensando nisso, a Owl Labs lançou o estudo State of Remote Work 2020. O levantamento reúne informações sobre como os profissionais se sentem sobre o trabalho remoto pós-pandemia. Assim, é possível ter uma ideia, por exemplo, de como evitar o turnover na sua empresa.

Que tal conferir as sugestões? Confira, a partir de agora, os principais pontos desse levantamento.

trabalho remoto pós pandemia

Estatísticas e tendências de trabalho remoto durante a pandemia

Para começar, é preciso entender o cenário apresentado durante a crise sanitária. Esse foi o momento em que as empresas se viram obrigadas a trabalhar a distância. Afinal, o isolamento social era necessário.

Considerando esse contexto, a pesquisa identificou que quase 70% dos funcionários em tempo integral nos Estados Unidos passaram a trabalhar de casa durante a COVID-19. Depois dessa experiência, 77% acreditam que ficariam felizes se fosse possível trabalhar remotamente após a pandemia.

Apesar de os funcionários sentirem falta da interação pessoal, o trabalho a distância economizou 40 minutos diários com deslocamento, em média. Além disso, 75% se sentem tão ou mais produtivos quando estão trabalhando de casa.

Devido a esse e outros fatores, 1 em cada 2 pessoas não retornarão à empresa, se ela não oferecer algum tipo de atuação remota no pós-COVID-19. O mesmo índice é verificado entre aqueles que ficariam o tempo todo ou a maior parte dos horários em casa. Com isso, 80% esperam ficar longe do escritório 3 vezes ou mais na semana.

Essa preferência é tão grande que 23% dos trabalhadores em tempo integral aceitam uma redução salarial de 10% se puderem ficar mais tempo em casa. Isso porque a média de economia mensal é de 479,20 dólares.

Aspectos negativos

Apesar da preferência dos colaboradores, o estudo também apontou que 1 em cada 5 pessoas estão trabalhando mais durante a COVID-19. Além disso, somente 20% a 25% das empresas compartilham o custo de equipamentos, móveis, internet e mais itens necessários para a realização das atividades a distância.

Futuro do trabalho

O estudo também revelou que o trabalho fora do escritório é essencial para aliar felicidade e satisfação com a carreira. A maioria deseja ter, pelo menos, algum tipo de regime híbrido implementado. Entre os fatores que justificam por que as pessoas querem trabalhar remotamente estão:

  • Medo de pegar COVID-19: 79%;
  • Evitar deslocamentos: 79%;
  • Reduzir o estresse: 74%;
  • Mais tempo com a família/melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional: 72%;
  • Aumento da produtividade/mais foco: 70%.

A Owl Labs também verificou o que os trabalhadores fariam, se não fosse possível continuar no trabalho remoto. As respostas foram as seguintes:

  • 66% ficariam menos felizes;
  • 54% ficariam nos seus cargos, mas com menos vontade de ir além, ou seja, fariam menos pela empresa;
  • 46% buscariam por outro emprego, em que pudessem fazer o trabalho remoto;
  • 44% esperariam um aumento de salário.

Tendências para o trabalho remoto

A principal tendência é a reinvenção da comunicação. As conexões são, cada vez mais, feitas via videoconferência. Mas isso não é ruim. Algumas ideias que podem ser adotadas são:

  • Ter um dia da semana sem reuniões: 80%;
  • Definir horas estratégias, em que todos ficarão disponíveis para os colegas, a fim de tirar dúvidas e solucionar problemas: 74%.

Assim, é possível trabalhar o restante do tempo. Ainda é preciso considerar que, apesar do Zoom fatigue, a verdade é que a videoconferência é uma boa opção para verificar as atividades dos funcionários remotos sem microgerenciar. Tanto é que 79% acreditam que esse recurso é tão ou mais produtivo do que as reuniões presenciais.

Cuidados com a videoconferência no trabalho remoto pós-pandemia 

Também é preciso adotar algumas precauções. Por exemplo, 88% dos funcionários remotos desejam ter um plano de saúde abrangente. O aumento do trabalho durante o período da pandemia é um dos fatores.

Para ter uma ideia, a média foi de 26 horas a mais por mês durante a COVID-19. Portanto, a cada semana, cada trabalhador fez quase 1 dia a mais do que deveria. Outros desafios foram:

  • Interrupções: 62%;
  • Distrações causadas por outros participantes das reuniões: 59%;
  • Concentração: 57%;
  • Qualidade de áudio da videoconferência: 57%;
  • Qualidade de vídeo da videoconferência: 56%;
  • Conectividade ou velocidade da internet: 52%;
  • Configuração das reuniões: 50%.

trabalho remoto pós pandemia

Perspectivas para a carreira no trabalho remoto

Apesar de muita gente acreditar que a pandemia e o trabalho remoto podem trazer dificuldades de promoção na carreira, não é isso que a maioria pensa. A pesquisa da Owl Labs mostrou que 57% não estão preocupados se trabalhar remotamente trará alguma dificuldade de promoção profissional. Por outro lado, 43% têm esse receio.

Em relação ao monitoramento de atividades, 11% sairiam da empresa se isso acontecesse. Outros 32% não gostariam, mas permaneceram no emprego. Para 36%, seria tranquilo se os profissionais presenciais também passassem pelo mesmo controle. E 22% acham que não haveria problema.

Os entrevistados também responderam onde iriam morar se pudessem trabalhar fora do escritório o tempo todo ou a maior parte dele. As respostas foram:

  • 50% disseram que não mudariam;
  • 29% se mudariam para uma área suburbana na mesma região, como uma cidade da região metropolitana;
  • 12% iriam para uma área suburbana qualquer;
  • 9% se mudariam para uma área rural.

Apesar dessa mudança de região, 71% acreditam que seria injusto se passassem a ganhar menos por causa disso.

Trabalho presencial x remoto: qual ganha?

Para os entrevistados do levantamento, o trabalho remoto é mais interessante. Existem várias perguntas para fazer aos funcionários para identificar a resposta certa. Porém, o estudo também deixa claro que 92% esperam trabalhar a distância, pelo menos, 1 vez na semana.

Para 80%, a expectativa é ficar fora do escritório 3 dias ou mais na semana.

Com todas as experiências vividas em 2020, 81% acham que a empresa dará o suporte necessário para o trabalho remoto no pós-pandemia. Até mesmo porque:

  • 80% sentiriam que seu empregador se preocupa;
  • 74% estariam menos dispostos a sair da empresa;
  • 71% tenderiam a recomendar a companhia para um amigo;
  • 59% escolheriam uma empresa que ofereça trabalho remoto em detrimento de outra.

Também é importante avaliar as práticas de trabalho remoto recomendadas para gerentes. Quando os colaboradores responderam o que os faria ser mais produtivos, disseram:

  • Treinamento remoto: 32%;
  • Ferramentas de reuniões virtuais: 26%;
  • Evitar distrações: 25%.

Por sua vez, os aspectos que contribuíram menos para sua produtividade foram: treinamento do gerente (13%), hardware (17%) e gerenciamento da carga de trabalho (20%). Ou seja, há muito o que pensar a partir do estudo da Owl Labs.

A verdade é que, de modo geral, os profissionais querem o trabalho remoto no pós-pandemia. Por isso, é importante alinhar as expectativas da empresa com as dos funcionários. Assim, é possível chegar ao equilíbrio.

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Texto escrito por Fabíola Thibes, jornalista e redatora web.