Futuro do Trabalho

Ética da nova tecnologia: o que sua empresa precisa saber para não ter problemas 

Redação BeerOrCoffee
Escrito por Redação BeerOrCoffee em novembro 23, 2021
Ética da nova tecnologia: o que sua empresa precisa saber para não ter problemas 
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A ética da nova tecnologia busca aplicar diversos conceitos éticos em soluções digitais, considerando as diferentes tendências. Afinal, elas aumentam o poder humano sobre as ferramentas, exigindo atenção para as formas de agir. Saiba mais!

Cada vez mais surgem novas soluções com a tecnologia, exigindo adaptações das empresas para aplicá-las.

As novidades trazem ferramentas como a inteligência artificial (IA), o machine learning, a realidade virtual e a computação quântica, além da ampliação da internet das coisas (IoT) e o início da utilização do 5G, previsto para 2022.

Contudo, você já parou para pensar como ficam as questões éticas ao transferir mais funções para as máquinas? Esse é um fator relevante para as empresas envolvidas no setor.

Por isso, preparamos este conteúdo abordando um panorama sobre ética da nova tecnologia e as medidas que a companhia pode adotar para evitar eventuais problemas. Confira!

Ética da nova tecnologia

Qual é o panorama sobre as novas tecnologias e a importância da ética?

Para entender mais sobre a importância de ter atenção à ética, vale a pena relembrar pontos relevantes sobre as novas tecnologias e tendências para o mercado. Algo que vem se destacando é a rede 5G, que traz mais possibilidades ao visar uma economia digital mais avançada e baseada em dados. 

Com ela, além das conexões entre usuários, a ideia é conectar equipamentos eletrônicos e objetos por meio da aplicação da IoT. Isso, junto à IA e o machine learning, exige atenção a novas preocupações. Por exemplo, o 5G aplicado com as demais tecnologias pode ampliar o uso de robôs e a automação. Como fica o fator humano? Afinal, existem ações e pensamentos que não são replicados pelas máquinas. 

Além disso, como ficará a responsabilidade diante de erros gerados pelos sistemas utilizados ou nas medidas aplicadas por robôs? Tudo isso precisa ser pensado ao desenvolver soluções, especialmente considerando os impactos éticos. No entanto, a falta de regulamentação pode ser desafiadora. Embora a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) defina alguns parâmetros que devem ser observados, ela é bastante limitada. 

Por enquanto, cabe às empresas avaliarem de que maneira é possível adotar uma postura ética e atuar para prevenir problemas em suas operações, inclusive aqueles relacionados à utilização da tecnologia. Dessa forma, é fundamental ter atenção redobrada à segurança cibernética e suas tendências, como o blockchain. 

Como a empresa pode se adaptar e evitar problemas?

Quando não há uma regulamentação detalhada sobre o tema, é comum que surjam dificuldades para entender como manter a ética. Porém, mesmo sem muitas normas sobre o assunto, a empresa pode se adaptar e se preparar para evitar problemas ao atuar com tecnologia. Veja as principais dicas!

Antecipe os efeitos da tecnologia

Uma boa forma de prevenir problemas e identificar medidas que devem ser adotadas é antecipar os efeitos da tecnologia. Mesmo que não seja possível ter certeza sobre o futuro, isso pode trazer uma ideia sobre os impactos que podem surgir. 

Nesse sentido, também é interessante considerar as estratégias de trabalho, as ferramentas usadas e as tecnologias aplicadas. Lembre-se de que será preciso redefinir conceitos e adaptar processos, exigindo um esforço de toda a equipe para conseguir antever os pontos mais relevantes e desenvolver soluções. 

Ética da nova tecnologia

Envolva especialistas em ética

Devido ao foco da empresa em sua atividade principal, é normal que ela tenha dificuldades ao considerar eventuais riscos éticos do trabalho. Porém, existem profissionais especializados no tema, que podem atuar em parceria com a sua empresa. 

Na prática, eles podem fazer um diagnóstico completo, considerando as tecnologias utilizadas no ambiente de trabalho ou ofertadas aos clientes, a área de atuação da empresa e os possíveis efeitos antecipados pela equipe. Os especialistas ainda podem ajudar a identificar outros riscos que não foram percebidos pela empresa. 

Com o crescimento do trabalho híbrido e outros regimes de atuação, fica mais fácil encontrar profissionais que possam integrar o time para auxiliar com o desenvolvimento de políticas e soluções. Apesar de a contratação exigir um investimento, ela pode trazer a redução de custos com eventuais processos judiciais e penalidades.

Tenha um bom planejamento 

Ao pensar em planejamento em uma empresa, é comum ter foco na realização de projeções e na implementação de novas estratégias. Porém, quando isso envolve a ética da nova tecnologia, pode ser interessante ter pausas entre cada etapa para avaliar o andamento, observar os resultados e compará-los com os efeitos e impactos previstos.

Inclusive, durante o projeto podem surgir novos insights sobre como a tecnologia pode afetar a empresa e a sociedade, possibilitando a mudança de estratégias para garantir uma atuação mais ética. Para tanto, também vale observar situações sobre o tema que já surgiram, como a discriminação realizada por ferramentas baseadas em IA. 

Utilizar dados sobre fatos passados para embasar as análises e prever os possíveis efeitos éticos das novas soluções tecnológicas consegue trazer mais efetividade para a tarefa. Ao mesmo tempo, o planejamento deve incluir a mitigação de riscos como uma etapa contínua. 

Nesse caso, vale a pena investir em uma comunicação eficiente, que conecte todos os envolvidos no projeto. Isso trará mais agilidade para validar novas questões identificadas e trabalhar em conjunto na criação de medidas que resolvam os potenciais problemas. 

Saiba atribuir responsabilidades

Outro ponto fundamental é saber direcionar as responsabilidades para equipes remotas e híbridas, considerando de que maneira cada profissional pode colaborar com a aplicação da ética na tecnologia. É preciso ter em mente que a função pode ser bastante ampla, especialmente por lidar com questões ainda desconhecidas. 

Além disso, essa segmentação traz maior controle para a empresa sobre o responsável por cada ação. Isso pode ser fundamental, por exemplo, para conseguir prestar esclarecimentos sobre um eventual problema. Em complemento, a medida tende a gerar uma atuação mais rigorosa dos colaboradores, considerando os impactos que eventuais resultados negativos podem gerar. 

Para facilitar pode ser interessante ter um líder específico para lidar com as questões de ética na tecnologia. Isso permite trazer mais organização para as tarefas relacionadas e acompanhar o desenvolvimento de resultados com maior equilíbrio. Assim, é possível se adequar melhor e evitar problemas relacionados à ética da nova tecnologia. 

Achou o conteúdo interessante? Aproveite que está por aqui e conheça as principais dificuldades das empresas de tecnologia no trabalho híbrido!

Texto escrito por Joanna Nandi, Redatora Web.