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Entenda de forma prática como prevenir a Síndrome de Burnout no trabalho

Redação BeerOrCoffee
Escrito por Redação BeerOrCoffee em novembro 18, 2021
Entenda de forma prática como prevenir a Síndrome de Burnout no trabalho
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É fundamental saber como prevenir a Síndrome de Burnout no trabalho para manter o engajamento, a produtividade e a qualidade de vida. Para isso, é preciso ter ações holísticas, que assegurem o lado físico, o emocional e o mental.

Descobrir como prevenir a Síndrome de Burnout no trabalho pode ser desafiador. Afinal, de que forma evitar algo individual? Na verdade, existem várias maneiras de fazer isso — inclusive, essa é uma das práticas que evidenciam o que o RH faz.

Antes de ver o que pode ser feito, é preciso entender que o burnout é caracterizado, em geral, por exaustão extrema, esgotamento físico e estresse. É causado especificamente devido ao ambiente corporativo de alta competitividade e responsabilidade.

Essa explicação já mostra que, além do RH, também é importante que o gestor de facilities tenha atenção ao burnout. Isso porque faz parte do trabalho desse profissional garantir a qualidade de vida no trabalho. Ainda assim, pode ser difícil saber o caminho para alcançar esse objetivo.

Para facilitar, listamos algumas dicas bem práticas para você aplicar na sua empresa agora mesmo. Assim, além de prevenir a Síndrome de Burnout no trabalho, você ainda vai melhorar o clima organizacional. Acompanhe.

como prevenir a Síndrome de Burnout no trabalho

Conheça os componentes que geram a Síndrome de Burnout

Nos últimos anos, o burnout passou a ser altamente pesquisado por conta de sua incidência. O Brasil é o país em 2º lugar no ranking de trabalhadores com essa síndrome. Durante a pandemia de COVID-19, os mais afetados foram os profissionais da saúde, com os sintomas sendo apresentados em:

  • 79% dos médicos;
  • 74% dos enfermeiros;
  • 64% dos técnicos de enfermagem.

No entanto, esse cenário não aparece por acaso. Os sintomas podem ser identificados muito antes de a síndrome se instalar no funcionário. Por isso, é importante reconhecer os 3 componentes que geram esse problema para trabalhá-los o quanto antes. Veja quais são:

  • Exaustão: é o sintoma principal e inclui fadiga profunda física, cognitiva e emocional. Atrapalha a capacidade de o indivíduo de cumprir suas atividades e ter sentimentos positivos sobre o que faz. Isso pode vir da necessidade de estar sempre disponível, ou seja, da cultura organizacional 24/7. Além disso, a pressão intensa sobre as equipes e a sobrecarga de trabalho são fatores relevantes;
  • Cinismo: também entendido como despersonalização, mostra a ruína do engajamento. O trabalhador começa a ficar psicologicamente distante do trabalho. Isso significa que ele se sente isolado e negativo, em vez de estar comprometido com seus projetos e colegas. Geralmente, é resultado da sobrecarga, mas também pode ser derivado de muitos conflitos, falta de participação no processo decisório e injustiças;
  • Ineficácia: gera a sensação de incompetência e a falta de alcance de objetivos e de produtividade. O funcionário passa a ter medo de não conseguir colaborar, nem atingir o que é esperado. Tende a piorar, porque a pessoa se sente desconectada.

Por todos esses motivos, é importante criar estratégias para engajar os funcionários e aumentar a qualidade de vida no trabalho. Assim, esse tripé do burnout é evitado.

Conheça os 12 estágios do burnout

Além do tripé, existem 12 etapas que sinalizam o problema. Essa é a melhor forma de saber como prevenir a Síndrome de Burnout no trabalho. Então, veja quais são os estágios:

  1. Excesso de ambição;
  2. Esforço para trabalhar mais;
  3. Negligência com cuidados e necessidades pessoais;
  4. Deslocamento ou conflito;
  5. Ausência de tempo para necessidades não relacionadas ao trabalho;
  6. Negação;
  7. Cancelamento;
  8. Mudanças de comportamento;
  9. Despersonalização;
  10. Vazio interno;
  11. Depressão;
  12. Colapso ou exaustão mental ou física.

Conhecendo esses estágios, você pode atuar para minimizá-los assim que forem identificados. Dessa forma, é possível evitar o esgotamento emocional no trabalho remoto e aprender a dar suporte a distância, caso o formato de trabalho da empresa seja remoto.

Incentive o cuidado pessoal

Muita gente acaba se esquecendo das suas próprias necessidades quando está entrando em esgotamento. Por isso, faz parte do bem-estar dos colaboradores incentivar o cuidado pessoal. Nesse sentido, é interessante criar estratégias para gerenciar essas questões.

Aqui, uma alternativa é oferecer alguns benefícios, como um dia de folga, uma bolsa de estudos total ou parcial (caso esse seja o desejo do funcionário), um bônus para a pessoa fazer uma viagem, a antecipação das férias, entre outros. Tudo depende das condições da empresa.

Além disso, faz sentido incentivar a realização de atividades físicas e uma alimentação saudável. Esses dois vieses ajudam a ter uma vida mais equilibrada e que prioriza a sua qualidade. Portanto, é uma forma de ajudar no bem-estar emocional e físico. Nesse contexto, algumas dicas são:

  • Ofereça ginástica laboral;
  • Crie grupos de corrida, meditação, yoga, vôlei ou qualquer atividade física que tenha adeptos;
  • Conte com aplicativos para RH e facilities focados no bem-estar dos colaboradores;
  • Ofereça parcerias com academias de dança, ginástica e outras;
  • Faça encontros presenciais regulares para engajar colaboradores remotos e presenciais, mas com foco no entretenimento, não no trabalho.

Perceba que a revolução do trabalho remoto precisa ser considerada nessas estratégias. Afinal, os funcionários que estão fora do escritório também precisam ter suporte e a sensação de engajamento e pertencimento.

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Reduza a exposição a fatores de estresse

Essa dica tende a ser mais difícil de implementar, pois requer o apoio de outros líderes e gestores. No entanto, é crucial que todos estejam engajados nesse propósito. Por isso, a primeira ação é identificar as atividades e os relacionamentos que mais geram estresse na empresa.

Avalie quais são as expectativas de clientes, colegas e familiares dos funcionários. Se necessário, converse com algumas pessoas para entender a situação geral. Depois, crie estratégias para implementar as mudanças.

Por exemplo, se o problema está na hora extra, vale a pena revisar todo o fluxo de processos para encontrar os gargalos existentes. Além disso, verifique a situação de outros colaboradores da equipe para saber se o problema é pontual ou se é necessário contratar mais talentos.

Ofereça a flexibilidade

Quanto maior for a flexibilidade, mais leve tende a ser o ambiente de trabalho e o dia a dia dos colaboradores. Essa é uma necessidade apontada por vários profissionais durante a pandemia.

Tanto é que 43% das empresas já adotaram um modelo de trabalho mais flexível, considerando um cenário pós-pandemia. Entre aquelas que não chegaram a essa definição, 59% dos colaboradores preferem esse regime. Essa tendência é derivada de vários benefícios conquistados no trabalho remoto, como a própria flexibilidade.

Assim, oferecer essa opção é mais um cuidado para saber como prevenir a Síndrome de Burnout no trabalho.

De toda forma, é importante entender que todas essas ações exigem um cuidado holístico. É impossível pensar em ações isoladas, pois elas não trarão os mesmos benefícios. Portanto, considere as tendências de gestão de pessoas, que podem trazer boas dicas de como resolver esses conflitos.

Além disso, foque a flexibilidade em vários âmbitos do negócio. Essa é uma forma de repassar a responsabilidade e mostrar que acredita no colaborador. Isso traz independência e sentimento de valorização. Por isso, é mais uma forma de saber como prevenir a Síndrome de Burnout no trabalho.

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Texto escrito por Fabíola Thibes, jornalista e redatora web.