Cultura da empresa

Tendências RH 2022: O que é mobilidade interna e como preparar sua empresa

Redação BeerOrCoffee
Escrito por Redação BeerOrCoffee em novembro 11, 2021
Tendências RH 2022: O que é mobilidade interna e como preparar sua empresa
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Você sabe o que é mobilidade interna? Como o próprio nome indica, trata-se de mover os próprios colaboradores para outras áreas e cargos dentro da empresa. Aprenda mais sobre o conceito e saiba como aplicá-lo em sua companhia!

A mobilidade interna é uma das principais estratégias de atração e retenção de talentos, capaz não apenas de aumentar o engajamento dos funcionários, como também de tornar o negócio mais estável em momentos de crise.

Isso porque a possibilidade de mudança de cargo ou setor proporciona aos funcionários experiências relevantes e envolventes, que melhoram suas habilidades e atingem seus objetivos profissionais.

Como o mercado de trabalho segue cada vez mais competitivo, apostar na mobilidade interna é fundamental para preencher possíveis lacunas de competências, preparando a empresa e os trabalhadores para o futuro do trabalho.

Ou seja, se você deseja que o negócio seja expressivo no mercado de trabalho atual e, ao mesmo tempo, haja melhoria na produtividade e nas capacidades da organização, é necessário oferecer oportunidades de mobilidade interna aos colaboradores. 

o que é mobilidade interna

O que é mobilidade interna?

Mobilidade interna se refere a direcionar os funcionários para novas oportunidades, independentemente do setor em que atuam. Essas oportunidades podem ser projetos complementares, nova área, novo cargo, acompanhamento, mentoria, entre outros. 

Publicações de empresas como Forbes, Harvard Business Review e SHRM são unânimes quanto à eficiência da mobilidade interna para o sucesso organizacional.

Apesar do recrutamento externo trazer benefícios, muitas companhias ignoram talentos promissores que já foram contratados — o que, na melhor das hipóteses, deixa o talento inexplorado e, na pior, pode frustrar o funcionário e forçá-lo a buscar outro emprego.

Nesse sentido, é importante ressaltar que a taxa de mudança de empresa de profissionais da geração Y é consideravelmente maior do que o percentual das gerações anteriores.

Ou seja, ignorar a mobilidade interna pode culminar no aumento do turnover, o que é altamente prejudicial para qualquer negócio.

Adicione isso aos obstáculos criados pela pandemia para o recrutamento externo e podemos concluir que a mobilidade interna, mais do que nunca, é crucial para o crescimento, a sustentação e o futuro de uma organização.

Como preparar sua empresa?

De acordo com um estudo da consultoria Gartner, que ouviu mais de 2 mil profissionais de empresas de todo o mundo, 78% dos entrevistados disseram que a carreira não é mais encarada como o único foco da área de atuação.

Por outro lado, apenas 8% dos trabalhadores afirmaram que estão animados para explorar oportunidades em outras áreas. O baixo percentual está ligado tanto ao medo de retaliação quanto à falta de protagonismo.

Com isso, é possível notar que, na prática, as pessoas ainda estão aguardando estímulos em vez de fazer algum tipo de movimento exploratório visando o desenvolvimento de sua vida profissional.

Como preparar sua empresa e implementar uma estratégia de mobilidade interna realmente eficaz? Veja abaixo:

Invista em uma gestão efetiva

A base de uma abordagem de mobilidade interna sólida é o bom gerenciamento. Nessa estratégia, grandes gestores desempenham as seguintes funções:

  • Identificar os melhores talentos e maiores potenciais;
  • Conquistar a confiança da equipe;
  • Discutir as metas de carreira de cada um dos membros da equipe e encontrar formas de atingi-las dentro da empresa;
  • Orientar os colaboradores a alcançarem seus objetivos, ainda que, para isso, tenham que sair da organização. 

Integre a mobilidade interna à cultura organizacional

A última função mencionada acima pode parecer contraintuitiva à primeira vista, afinal, por que uma companhia estimularia seus talentos a deixar a empresa, se preciso, para alcançar seus objetivos? 

A resposta, na verdade, é que isso ajuda a evitar que aconteça. Como? Construindo uma cultura organizacional na qual os colaboradores queiram permanecer.

Uma gestão efetiva contribui para a criação de um ambiente de trabalho que indica aos funcionários e candidatos externos que a empresa investe no crescimento e no sucesso pessoal de cada colaborador.

Em outras palavras, demonstrar preocupação e interesse sobre os objetivos de carreira dos profissionais é uma das melhores formas de fazer com que os funcionários sintam que permanecer na empresa é a melhor opção para realizar seus sonhos.

Ou seja, ao integrar a mobilidade interna à cultura da empresa, você consegue alinhar os planos da organização aos desejos dos colaboradores. Assim, a moral e o engajamento do negócio é elevado e os funcionários de fato vestem a camisa da empresa, em vez de somente “bater o ponto”.

Faça uma análise para traçar sua estratégia

A mobilidade interna não deve ser encarada como algo momentâneo. Trata-se de uma estratégia que deve ser desenvolvida e formalizada, como qualquer outra política existente em uma organização.

Para isso, é necessário avaliar os dados da gestão de RH e melhorar o que for necessário. Um bom caminho para realizar essa avaliação é responder ao seguinte questionário:

  • Existe incentivo para os líderes da companhia auxiliarem os colaboradores a ampliarem suas experiências e desenvolverem as habilidades necessárias para crescer na empresa?
  • A estratégia de mobilidade interna está integrada à empresa como um todo?
  • Os gerentes compreendem quais são as habilidades necessárias para a mobilidade interna? Além disso, sabem como passar essa informação de forma efetiva para a força de trabalho?
  • Existem metas quantificáveis ​​para a aplicação dessa estratégia?
  • A empresa e, especialmente, os líderes falam com os profissionais sobre seus objetivos profissionais com frequência?
  • Os colaboradores têm acesso a oportunidades de movimentação interna com facilidade?

Considere transições laterais

Diferentemente do que muitos imaginam, subir um degrau na “escada corporativa” não é a única forma de avançar na carreira. Em negócios mais amplos, programas que possibilitem que os colaboradores transitem entre equipes podem ser uma boa alternativa.

Transições laterais promovem a melhoria da comunicação e impedem interrupções do fluxo de trabalho, pois novos cargos são preenchidos por profissionais que já conhecem a organização e a cultura.

Aproveite as facilidades do trabalho remoto

No trabalho remoto, a mobilidade interna é facilitada, visto que não são necessárias mudanças estruturais (realocação de estação de trabalho, por exemplo), que podem ser burocráticas e levar tempo (em questão de liberação de espaço, equipamentos e outros).

Assim como as transições laterais, este modelo de trabalho contribui para a continuidade do fluxo de trabalho. Além de ser uma forte tendência para o presente e futuro do trabalho. 

o que é mobilidade interna

Coloque a mobilidade interna em prática

As oportunidades de mobilidade interna podem diferenciar uma empresa que atrai e retém talentos, economizando milhares de reais, e outra que perde a relevância no mercado de trabalho e tem prejuízos financeiros.

Agora que você já sabe como preparar sua empresa para a mobilidade interna, é hora de transformar esse conhecimento em prática.

Ao implementar essas estratégias, personalizadas de acordo com as características e necessidades do seu negócio, você certamente notará melhorias em todos os aspectos da organização. 

A companhia desenvolverá uma ligação forte e duradoura com os colaboradores, passando uma mensagem de que eles podem atingir suas metas e desenvolver suas carreiras dentro da empresa.

Dessa forma, volte a atenção da organização para o que ela já possui e estimule os colaboradores a agirem da mesma maneira. Assim, todos saem ganhando!

Quer saber mais sobre as tendências de RH para 2022? Confira o post sobre 6 tendências de Gestão de Pessoas para o sucesso da sua empresa.

Texto escrito por Isabella Proença, Redatora freelancer e Bacharel em Administração.