Futuro do Trabalho

Novo normal? 6 lições da pandemia para empresas da indústria farmacêutica

Redação BeerOrCoffee
Escrito por Redação BeerOrCoffee em novembro 8, 2021
Novo normal? 6 lições da pandemia para empresas da indústria farmacêutica
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Entre as lições da pandemia para empresas da indústria farmacêutica estão a capacidade de trabalhar com diferentes profissionais, reduzir o ciclo de vida dos medicamentos e fazer um bom planejamento. Entenda melhor.

Cada segmento de atuação tem suas dificuldades e particularidades. Durante a pandemia, isso ficou ainda mais evidente. O setor de fabricação de remédios, por exemplo, ficou em alta. Ainda assim, é preciso considerar as diferentes lições da pandemia para empresas da indústria farmacêutica.

Afinal, esse período foi de oportunidades e aprendizados. Para se ter uma ideia, esse setor registrou crescimento e tem boas perspectivas para 2021. Segundo o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), a alta pode ultrapassar 10% em 2021 e em 2022. 

No varejo, deve ser de 10,13% em 2021 e de 10,52% em 2022. No mercado institucional, a previsão de alta é de 12,77% em 2021 e de 10,68% em 2022. Entre outras questões, os resultados devem ser derivados de:

  • Incorporação de tecnologias;
  • Aumento dos investimentos em marketing digital;
  • Venda de medicamentos online, que dobrou em 2020;
  • Expansão do mercado farmacêutico no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste.

Esses dados demonstram possibilidades. Porém, ainda há mais a considerar. Por exemplo, as estratégias de trabalho híbrido, que geralmente acontece no escritório tradicional e no universo remoto (em espaços como o home office e o coworking). Essa é uma tentativa de otimizar a vida pessoal e profissional.

Ainda existem outras lições da pandemia para as empresas da indústria farmacêutica. A partir de agora, você verá as principais.

lições da pandemia para empresas da indústria farmacêutica

1. Exploração de contingências para recuperação rápida de novas disrupções em testes clínicos

A pandemia exigiu uma resposta rápida da indústria farmacêutica. Uma vacina precisou ser desenvolvida com rapidez. Porém, três fatores interferiram no fluxo normal dos testes clínicos:

  1. Pacientes com receio de fazer acompanhamento médico devido ao risco maior da COVID-19 em pessoas com comorbidades;
  2. Algumas alas dos hospitais precisaram ser reorganizadas e isso impactou o funcionamento de toda organização;
  3. Demora na resposta de laboratórios, no caso dos testes clínicos que exigiam essa análise.

Uma forma de enfrentar esse desafio é por meio da inteligência competitiva. Isso passa por questões como otimização das tecnologias e busca por talentos em diferentes lugares, inclusive adotando as estratégias de trabalho flexível.

2. Investimento em parcerias

Uma das lições da pandemia para empresas da indústria farmacêutica são as parcerias. Essa é uma forma de aumentar a capacidade de produção e estabelecer um bom plano de contingência de longo prazo. Mais do que isso, as parcerias contribuem para a efetivação de uma coordenação estratégica.

Essas práticas potencializam a resiliência das redes de manufatura. Inclusive, torna-se mais fácil criar reservas de estoque, especialmente por conta dos fornecedores de Ingredientes Farmacêuticos Ativos — ou do inglês Active Pharmaceutical Industry (API). Nesse caso, vale a pena investir na expansão dos canais de comunicação com esses parceiros.

Além disso, favorecem o desenvolvimento de uma cultura forte em times remotos. Isso porque é possível trabalhar com profissionais de diferentes locais, bem ao estilo da revolução do trabalho remoto.

Foi o que a Libbs e a Roche fizeram. A primeira é uma empresa farmacêutica 100% brasileira. A segunda, uma multinacional. Para inovar em seus processos produtivos, deixaram de se perguntar se a cultura do escritório sobreviverá no pós-pandemia.

Em vez disso, estabeleceram uma parceria com o BeerOrCoffee para flexibilizar as atividades dos colaboradores. Assim, foi possível garantir mais saúde e segurança nos espaços de trabalho.

principais dificuldades das empresas de tecnologia no trabalho híbrido

3. Planejamento para o inesperado

A pandemia em si foi inesperada. Tudo mudou de uma hora para outra e a indústria farmacêutica passou a receber amplas exigências. No entanto, as situações imprevistas podem ocorrer a qualquer momento.

Por isso, é importante se preparar e considerar o protecionismo. Afinal, quando os países buscam apenas seus interesses, toda cadeia de suprimentos global é impactada. Por exemplo, pode haver limitações ou proibições à exportação de suprimentos, matérias-primas, recursos humanos, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e produtos médicos.

Ao se planejar, sua empresa já sabe o que fazer para ultrapassar o desafio. Identifica quais são as alternativas e busca os parceiros que podem solucionar parte do problema. Assim, a indústria ganha em competitividade.

lições da pandemia para empresas da indústria farmacêutica

4. Uso cada vez mais constante do digital

Até mesmo a indústria farmacêutica precisou se render ao mercado digital. As vendas cresceram e alguns especialistas já decretam o fim dos representantes de vendas clássicos. A ideia é que as ferramentas digitais sejam cada vez mais utilizadas.

A mesma regra está sendo aplicada aos eventos corporativos do setor. Em vez de serem realizados presencialmente, a maioria está voltada para o ambiente virtual. Apesar disso, nem todos os benefícios podem ser replicados.

Nesse cenário, é preciso considerar o uso do online como mais um meio. A ideia é que existam diferentes modelos de interação, já que o contato presencial ainda é relevante para o segmento. Assim, a escolha do meio depende de alguns aspectos:

  • Problema enfrentado pelo cliente, por exemplo, relativo à dosagem, combinação de terapias, complexidade da doença etc.;
  • Estágio da jornada de experiência do paciente, ou seja, se ele já se conscientizou sobre seu problema médico, se precisa de suporte, se ainda está em processo de descoberta etc.;
  • Preferências pessoais e culturais;
  • Experiências anteriores do paciente com vários modelos de interação, como a participação em um evento online;
  • Existência de um ou mais pacientes, ou seja, se a necessidade de compartilhamento acontece entre os tomadores de decisão e influenciadores ou se é centralizada em uma pessoa.

5. Mudança nos ciclos de vida

O ciclo de vida dos medicamentos é longo. É normal haver uma década entre pesquisa pré-clínica, desenvolvimento, aprovação e lançamento dos produtos. Agora, o nível de maturidade é alcançado com mais rapidez para alguns casos — especialmente, aqueles que não se estendem o suficiente para gerar retorno sobre o investimento.

Aqui, há o investimento em pesquisa e desenvolvimento e atendimento às demandas do mercado para garantir ciclos de vida mais curtos e voláteis.

6. Necessidade de combinar diagnósticos, dispositivos e medicamentos

A jornada do paciente deve ser sempre analisada. Na COVID-19, são 5 fases:

  • Prevenção;
  • Infecção;
  • Pulmonar;
  • Hiperinflamação;
  • Cura e imunização.

Essa regra pode ser aplicada a outras doenças. Por isso, é importante analisar soluções holísticas, já que elas abrangem mais de uma etapa. Dentro desse cenário, volta a necessidade de contar com profissionais qualificados de vários lugares e fornecer a estrutura necessária ao desenvolvimento de suas atividades.

Foi o que Libbs e Roche fizeram ao adotar o trabalho flexível com a ajuda do BeerOrCoffee. Ao contar com a solução de assinaturas OfficePass, de uso de escritórios ilimitados, oferecem o suporte que os colaboradores precisam e conseguem manter a qualidade do trabalho realizado.

Quer entender melhor como esse serviço funciona? Acesse o site do BeerOrCoffee e confira os detalhes do OfficePass.

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Texto escrito por Fabíola Thibes, jornalista e redatora web.