Trabalho Remoto

Veja quais são as 6 principais habilidades e competências dos gestores de equipes remotas

Mariana Mendes
Escrito por Mariana Mendes em março 15, 2021
5 min de leitura
Veja quais são as 6 principais habilidades e competências dos gestores de equipes remotas
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O trabalho remoto veio para ficar. Mesmo com a chegada da vacina e a esperança de uma recuperação de mercado até 2022, muitas empresas já perceberam os benefícios que o teletrabalho traz tanto para a organização quanto para os colaboradores. Mas há competências dos gestores de equipes remotas que deixam esse trabalho ainda mais tranquilo.

Trabalhar remotamente traz diversos benefícios às empresas. No entanto, a adaptação deve vir de cima: quem está no comando precisa demonstrar confiança nesse novo formato de trabalho. Confira agora 6 principais competências dos gestores de equipes remotas.

6 competências essenciais para gestores de equipes remotas

Veja o que um bom líder precisa ter para o bom desenvolvimento do trabalho a distância.

1. Gerenciamento de comunicação

Lidar apenas com rostos em tela pode não ser uma tarefa fácil para quem não está acostumado. E quando é preciso conciliar presencial com virtual, isso pode ser ainda mais difícil. Mas, aqui, quem ganha é o gestor, que aprende a lidar com o formato híbrido e a fazer uma troca de informações em diferentes formatos.

Aqui, bons gestores de equipes remotas precisam:

  • Saber como gerenciar o fluxo da conversa: muitas vezes, as conversas acabam indo para assuntos muito distantes do abordado inicialmente. Saber cortar com delicadeza, voltar ao que foi dito e dar a voz a todos é fundamental para que a reunião seja efetiva;
  • Traduzir as informações em um quadro mais amplo: longe ou perto, seus colaboradores precisam saber sobre como a organização está alcançando seus objetivos. Comunique-os sempre para evitar surgimento de boatos;
  • Usar diferentes ferramentas: quantas vezes você pensou “essa reunião poderia ser resolvida em um e-mail”? Se a sua comunicação precisa ser mais rápida, você pode usar ferramentas de mensagem, como o WhatsApp e o Slack (este último é ainda mais adequado).

2. Engajamento

Apesar de distantes, a equipe remota ainda precisa se reunir. Afinal, nada se resolve sem uma boa comunicação. E como visto, ela não é unilateral — o gestor fala, mas também precisa ouvir e permitir que todos tenham a oportunidade de falar. Mas elas precisam se sentir seguras e à vontade para isso. É o famoso engajamento.

Se o engajamento já é importante quando vindo do consumidor final, imagine do inicial — que é justamente seu colaborador. Portanto, sempre peça para que os colaboradores tragam ideias que possam ser discutidas durante a reunião. Você pode até criar um documento conjunto em que eles possam sugerir pautas.

Mas é importante que esse engajamento continue após o fim da webconferência.  Gestores de equipes remotas devem contar com diferentes abordagens para manter os funcionários engajados após o término da reunião. Eles devem saber como estruturar o engajamento virtual para que os membros da equipe ainda possam contribuir e interagir uns com os outros.

Assim, você mantém os colaboradores motivados a continuar trabalhando em um determinado projeto e a procurar outros funcionários para trabalhar de forma coletiva.

3. Respeito ao expediente de trabalho

Sabe quando o colaborador chega atrasado muitas vezes e, por isso, acaba prejudicando seu próprio desempenho? A pontualidade é uma qualidade que precisa vir também do gestor. Se sua empresa tem um horário estipulado de trabalho, é essencial que ele seja respeitado. 

Mas isso não significa apenas chegar cedo ao expediente, e sim não exigir trabalho fora de hora do colaborador. Uma pesquisa de 2019 da Airtasker, por exemplo, descobriu que funcionários remotos trabalham em média 1,4 dias a mais por mês do que seus colegas que trabalham no escritório. 

Esse aumento de horas pode ser visto de duas formas: ou o trabalhador consegue ser mais produtivo ou o colaborador está exigindo trabalho em horários não antes estipulados. Portanto, se o expediente acaba às 18h, não peça nada fora desse horário.

4. Cuidado com os colaboradores

Claro que você se preocupa com seus colaboradores — se veio parar aqui neste texto, é justamente por esse motivo. Mas será que eles estão cientes disso?

Trabalhar em formato remoto pode ser difícil para algumas pessoas. Aquelas que ficam em casa, fora de um coworking ou espaço próprio, costumam ter outras complicações relacionadas à rotina de casa. Filhos (principalmente os pequenos), vizinhos, queda de luz, animais e outros problemas domésticos exigem que o colaborador interrompa suas tarefas sem aviso prévio.

Esses colaboradores precisam estar cientes de sua disposição em ser flexível quanto aos horários de trabalho e até mesmo prazos. Mas, devido ao isolamento e às frustrações que muitos enfrentam ao trabalhar em casa, eles também podem precisar de apoio emocional extra. 

Certifique-se de que os funcionários saibam que você e a empresa estão lá para ajudá-los sempre que precisar.

5. Organização

Lidar com uma equipe localizada em diferentes regiões exige mais organização por parte do gestor. Ele vai ter conversas em horários diferentes e comunicados que podem demorar a ter resposta (dependendo da flexibilidade de horários). 

Além disso, algumas empresas precisam fazer checagens diárias e semanais com os membros da equipe, mensurar métricas para avaliar o desempenho de cada funcionário e registrar continuamente a quem foi atribuído cada tarefa, para que nenhum membro da equipe tenha muito ou pouco a fazer. 

A única maneira de fazer isso funcionar é mantendo o controle de todos esses itens você mesmo ou contar com um membro da equipe altamente organizado e confiável para rastreá-los para você.

competências dos gestores de equipes remotas

6. Um pouco de informalidade

Como visto, o trabalho remoto, quando exercido em casa, tem uma série de características inerentes ao espaço doméstico. Cães latindo, gatos passando pelo notebook e bebês dormindo não são comuns em uma reunião presencial, mas aparecem com frequência no anywhere office. 

Esses momentos já são bem estressantes para seus funcionários, que costumam se constranger pelo inesperado. Isso sem contar a preocupação em estar bem-vestido para o horário da reunião e ter um espaço de trabalho minimamente apresentável.

Portanto, deixe sua equipe ser totalmente humana enquanto trabalha em casa, e seja você também. É uma chance de se relacionar com as pessoas da sua equipe em um nível mais profundo do que jamais poderia no escritório. 

Entendeu quais as competências que gestores de equipes remotas precisam ter? E como visto, o anywhere office é uma tendência de trabalho que veio para ficar.

Para quem quer fugir um pouco do espaço de trabalho, mas não se sente confortável atuando em casa, o coworking é a melhor escolha. É um espaço de trabalho livre, em que o colaborador pode trabalhar sem nada que o atrapalhe. 

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Texto escrito por Cláudia Araújo, jornalista e redatora.