Flexibilidade no Trabalho

Big Ideias: saiba quais são as principais tendências para 2021

Renato Ribeiro
Escrito por Renato Ribeiro em dezembro 18, 2020
Big Ideias: saiba quais são as principais tendências para 2021
Junte-se a mais de 30 mil pessoas!

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos sobre o futuro do trabalho!

Quais são as grandes tendências para 2021?

Bem, o ano de 2020 provou, mais do que nunca, que o mercado é volátil, incerto, complexo e ambíguo. A expectativa era de o Brexit ser o destaque da mídia na Europa, apostava-se em um Brasil com sua economia recuperada e o Japão estava na iminência de abrir suas portas para povos de todo o mundo como o novo anfitrião dos Jogos Olímpicos.

No entanto, a pandemia da Covid-19 adiou planos e mudou todas as perspectivas e previsibilidades do planeta.

O coronavírus paralisou a economia global e fez com que milhões de pessoas perdessem seus empregos (e, infelizmente, mais de 1,5 milhão de pessoas perderam a própria vida).

No mundo corporativo, as possibilidades de trabalho remoto estão mais evidentes do que nunca e o home office passou a ser uma realidade mais concreta para milhares de empresas e profissionais que sequer cogitavam trabalhar longe do escritório tradicional.

No LinkedIn, a maior rede profissional do mundo, seus editores compartilharam as grandes tendências em 2021. Neste texto, mostramos as principais delas. Confira!

1. Novos métodos de construção vão absorver – e não emitir – CO2

Entre as grandes tendências para 2021, uma delas é que novos métodos de construção vão absorver – e não emitir – CO2. Em 2017, por exemplo, a Organização das Nações Unidas (ONU) estimou que as construções de prédios representaram quase 40% das emissões de dióxido de carbono, relacionadas à energia, em todo o mundo.

Segundo Kate Simonen, que atua como liderança do departamento de arquitetura da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, esse número é extremamente alarmante. Apesar disso, a especialista é otimista em relação às possibilidades para aliviar o fardo sobre o ambiente, a fim de reduzir os impactos negativos.

Resíduos da agricultura que são ricos em carbono, por exemplo, como as cascas do arroz, podem ser utilizados como materiais para substituir o cimento e serem usados nos interiores dos automóveis. Também há a possibilidade de que bactérias sejam transformadas em novas variações para o concreto que é utilizado nos prédios.

Por essas e outras, tudo leva a crer que novos métodos de construção vão absorver – e não emitir – CO2.

2. Ondas de calor terão nomes nas grandes tendências para 2021, assim como furacões e ciclones

Vários recordes de calor foram quebrados ao redor do mundo na última década, que foi a mais quente da história da humanidade. Death Valley, nos Estados Unidos, chegou a atingir mais que 54,4 graus Celsius. A Europa e Sibéria, por sua vez, atingiram temperaturas 2 graus e 7 graus além das suas médias, respectivamente. Já o Brasil contou com uma onda de calor jamais vista, e a maior temperatura do país foi registrada entre 4 e 5 de novembro de 2020, em Nova Maringá, que bateu 44,8 graus Celsius.

Na virada do século, o calor deve afetar cerca de 75% da população mundial e nenhuma país estará livre dos efeitos das ondas de calor.  do planeta estará a salvo dos efeitos. Para se ter uma ideia do quanto isso pode ser grande, o calor em excesso nos Estados Unidos, anualmente, mata mais do que qualquer outro evento relacionado ao clima.

Assim como furacões e ciclones, que recebem nomes desde os anos 1950, as ondas de calor também devem ser batizadas, segundo Kathy Baughman McLeod, diretora do Adrienne Arsht-Rockefeller Foundation Resilience Center do Atlantic Council.

tendências em 2021

3. Nós iremos alterar o mapa das cidades…

Mais uma das grandes tendências em 2021, a pandemia vai remodelar as cidades, de forma que a vida urbana nesses espaços se torne mais sustentável. Muitas lideranças dos municípios, em vários locais do mundo, estão adotando a premissa da “cidade de 15 minutos”. A ideia é que todos tenham, em uma única cidade e dentro do limite de uma viagem de 15 minutos (a pé ou de bicicleta), restaurantes, escritórios, lojas, bares, restaurantes, lojas, serviços de saúde, entre outros.

O professor Victor Andrade, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), comentou em entrevista no UOL que ainda não há exemplos de cidades brasileiras que usem o título de 15 minutos. No entanto, há alguns projetos nesse sentido, como o plano diretor que está sendo executado em São Paulo.

4. … e começar a planejar cidades para refugiados escaparem das mudanças climáticas

A mudança climática é mais uma ameaça que pode mudar o comportamento das pessoas e causar efeitos devastadores nos mais diversos países ao redor do mundo. A título de curiosidade, o aquecimento global obriga que cerca de 20 milhões de pessoas fujam das suas casas todos os anos.

Estima-se que, até 2070, três bilhões de pessoas sejam confrontadas a viver em condições impróprias para a vida. O resultado dessa situação será a migração em massa para locais que podem ser considerados “refúgios climáticos” ou para locais que contam com proteção em relação aos extremos climático.

5. A retomada econômica em “K” fará as empresas cortejarem os mais ricos

Segundo o investidor e filantropo David Rubenstein, em entrevista ao LinkedIn Notícias, “as pessoas no topo estão se dando incrivelmente bem; as demais estão ficando cada vez mais e mais para trás”. No país, algumas pesquisas indicam que a pandemia contribuiu para acelerar ainda mais o abismo social.

Segundo alguns estudos da PUC-RS, em parceria com o Observatório das Metrópoles e Observatório da Dívida Social na América Latina, 40% das pessoas mais pobres perderam 32% da renda com a pandemia; por outro lado, a perda para os 10% mais ricos foi de apenas 3%. Uma vez que essa bifurcação na forma da letra “K” deve continuar prevalecendo dentro de um mundo de pós-pandemia, as companhias serão obrigadas a “seguir o dinheiro” se quiserem crescer — ou até sobreviver.

6. A pandemia levará mais mulheres à diretoria das empresas

Mesmo com todas as dificuldades em consequência da pandemia da Covid-19, surgem sinais de uma mudança na liderança das organizações. Segundo dados do LinkedIn, apesar da queda nas contratações para posições de comando, mais mulheres têm sido alçadas como liderança nas empresas. Essa é uma tendência que deve continuar, uma vez que a crise do coronavírus ajudou na consciência de as pessoas liderar com empatia e mais apoio às diversidades.

“Às vezes nada acontece por décadas, e às vezes décadas acontecem no espaço de uma semana. Estamos nessa situação”, comentou Lorraine Hariton, CEO da Catalyst, em relação àquilo que está sendo projetado para os próximos meses e anos.

tendências em 2021

7. Os escritórios vão precisar nos conquistar de volta

Após um ano de trabalho remoto (especialmente no home office), tudo leva a crer que o escritório tradicional nunca mais voltará a ser como antes. Isso, porém, não quer dizer que os escritórios tradicionais vão morrer. Afinal, muitas pessoas, principalmente quem está totalmente no home office está sentindo falta de conexão e humana e talvez um pouco de espaços de descompressão dos ambientes de trabalho que permitem relaxamento e descanso.

Liz Burow, ex-VP de estratégias para o ambiente de trabalho da WeWork, em entrevista ao LinkedIn, disse que “as pessoas sentem falta de outras pessoas. O contato presencial entre as pessoas tem um valor inestimável”.

8. A rotina de trabalho será mais remota e flexível

Em um mundo pós-pandemia, uma das questões que está sendo melhor definida é sobre onde e quando as pessoas poderão trabalhar. Ainda que esteja totalmente seguro voltar ao escritório, muitos continuarão querendo colher os benefícios de um trabalho mais flexível, com mais tempo para a família, os estudos e demais projetos pessoais. Para Ashley Whillans, professora da Harvard Business School, o ideal é que caminho do meio seja o ideal (ou seja, com as pessoas revezando o home com outros ambientes, como o escritório tradicional e os coworkings).

“Os funcionários desejarão maior flexibilidade e as organizações exigirão isso”, disse a professora. “O aspecto desta flexibilidade irá variar dependendo do setor e da localização geográfica. Mas, espera-se que, se fizermos isso corretamente, as viagens de ida e volta ao escritório se tornem ultrapassadas”, acrescentou.

9. Mergulharemos ainda mais no ambiente virtual

Com o aumento do trabalho remoto, nunca ficamos tão conectados como em 2020. Em 2021, espera-se que as possibilidades de tecnologias avancem ainda mais.  Nesse sentido, tudo leva a crer que a maturidade dos ambientes virtuais contribua diretamente para a atividade econômica. Áreas mais específicas, como o universo do blockchain, a realidade virtual e a inteligência virtual, ganharão força, incentivando o aumento de serviços e produtos de mercados financeiros descentralizados voltados para pagamentos e comércio.

10. O turismo seguirá o caminho da Netflix

A pandemia causou fortes danos ao mercado de viagens em 2020. As viagens internacionais foram praticamente interrompidas e muitas companhias aéreas foram obrigadas a entrar com pedido de proteção contra a falência. Uma ideia que está crescendo é a de viagens por assinatura. A americana Costco, por exemplo, está fechando parcerias com a WheelsUp e eles estão oferecendo assinatura anual de jato privado pela bagatela de US$17.499,99.

A Tripadvisor, por sua vez, está lançando o Tripadvisor Plus, um programa anual, com valor de US$99, que oferece acesso a ofertas de viagem. No universo corporativo, o BeerOrCoffee, a maior plataforma de coworkings do país, lançou o OfficePass, um programa de assinatura que permite que as empresas e seus colaboradores tenham acesso a mais de 1.000 escritórios em todo o Brasil.

O que achou dessas ideias sobre algumas das grandes tendências para 2021? Se você quer estar conectado com o futuro e com as novidades por aí, aproveite para saber todos os detalhes sobre o anywhere office, que é um modelo de trabalho e um estilo de vida para ter um dia a dia com mais liberdade, flexibilidade e felicidade.

Renato Ribeiro é Head de Marketing de Conteúdo no BeerOrCoffee