Como comportamentos e hábitos mudam com uma força de trabalho remota e distribuída

O BeerOrCoffee conta com uma força de trabalho remota desde que a empresa foi fundada. No entanto, com a crise da COVID-19, muita coisa mudou em pouco tempo. 

A gente estava acostumado a alternar entre o home office e os espaços de coworking. Mas, com o isolamento social, fomos orientados a trabalhar em casa em 100% do tempo. 

Inevitavelmente, o trabalho em casa mudou diversos conceitos radicalmente, como o horário de expediente. Com a retomada das atividades, as coisas continuarão mudando. 

É bem provável que o mundo que vivíamos lá atrás não vai existir mais. Isso, no entanto, não é necessariamente algo ruim ou que devemos ter medo. 

Neste texto, vamos destacar como comportamentos e hábitos mudam com uma força de trabalho remota e distribuída e o que podemos ganhar com isso. Acompanhe! 

Qual o limite entre casa e escritório? 

No dia a dia do BeerOrCoffee, há muita liberdade em relação às tarefas de trabalho. No entanto, é preciso encarar isso de forma responsável. 

A nossa CEO, Roberta Vasconcellos, diz que “a nossa missão sempre foi dar liberdade para as pessoas viverem uma nova forma de trabalho. E sempre falamos: ‘com alto grau de liberdade, vem um alto grau de responsabilidade’”. 

força de trabalho remota
Roberta Vasconcellos, CEO do BeerOrCoffee

Ter equilíbrio entre liberdade e responsabilidade não é um bicho de sete cabeças, mas também não é algo muito simples. Em três meses no home office por conta da pandemia, por exemplo, diferenciar a casa do escritório é desafiador. 

Em uma publicacão do Dropbox, por exemplo, Stacey Johnson, Chefe de Comunicação da empresa, afirma que “acho que estou começando o trabalho no mesmo horário todos os dias, mas definitivamente terminando mais tarde”, diz ela, que ainda destaca: “tenho horas de trabalho designadas no meu calendário, mas gostaria de começar a respeitá-las mais”. 

Nesse caso, é preciso impor as próprias regras. Sem dividir os períodos de trabalho, a saúde mental pode ir para o espaço. Uma outra ideia, assim que for permitida, é adotar o trabalho distribuído. Dessa forma, uma parte da equipe poderá estar em casa e outra em um escritório compartilhado, por exemplo. 

Se desconectar é um problema?

Se você conversar com algum amigo ou colega de trabalho, provavelmente vai ouvir relatos de pessoas que têm dificuldades de se desligar do trabalho no home office. A Business Development Representative Sênior do BeerOrCoffee, Talita Santos, diz que adora o trabalho remoto e o home office, mas ela lembra que nem tudo são flores. 

“É ótimo porque você tem mais tempo para fazer suas coisas pessoais, mas tem o ônus de ‘embalar’ e, quando se dá por conta, é 9 da noite e você ainda está trabalhando, com o slack ou o e-mail ligados”, destaca. 

Por sua vez, a analista de produto do Dropbox, Kate Sokolina, enfrenta uma questão bem parecida com a da Talita. “Agora, é uma linha muito mais desfocada”, afirma ela, que, assim como a executiva do BeerOrCoffee, está tendo dificuldade para desativar o slack e o e-mail à noite. 

Verdade seja dita que sempre haverá algo de importante ou gratificante para fazer no trabalho. Independentemente disso, é preciso ter muita clareza em relação aos objetivos e diferentes aquilo que é importante do que é urgente. 

Para isso, é recomendável que você tenha uma agenda organizada com as principais demandas da semana (isso te dará uma visão panorâmica), que devem ser revisadas todos os dias. 

O autor que vos escreve este texto, por exemplo, está usando a Matriz de Eisenhower para diferenciar suas atividades. Por meio da metodologia, você divide as tarefas em quatro quadrantes: importante e urgente (fazer agora); importante e não urgente (se planejar); não importante e urgente (delegar); e não importante e não urgente (diminuir ou eliminar). 

Com todas as tarefas bem organizadas e devidamente executadas, fica mais fácil fechar o e-mail e curtir sua família ou sua série favorita sem estresse.

Com a força de trabalho remota, como fica o happy hour? 

Falando em se desligar do trabalho, que atire a primeira pedra aquela pessoa que não está com saudade de um bom happy hour. Sentar na mesa de um bar com aquela cerveja gelada, acompanhada de uma bela porção de fritas.

Com a pandemia, por enquanto, os encontros no barzinho estão suspensos, mas nada impede de que aconteça virtualmente, não é mesmo? Entre os seus rituais, o BeerOrCoffee criou o Happy Hour Nômades. No encontro, acontece desde um papo sobre músicas a aulas sobre alimentação saudável. 

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Reunião do time do BeerOrCoffee

A área de gestão de pessoas já trouxe terapeuta, nutricionista, fisioterapeuta, entre outros profissionais, que vêm ensinar os colaboradores sobre temas como saúde mental, alimentação saudável e atividade física.

No caso do gerente de projetos de RH da Dropbox, Joe Topasna, um novo hábito em seu dia a dia foram os bate-papos online no café ou no almoço para se conectar com seus colegas de trabalho ou com a família. 

Inicialmente, o executivo achou aquilo estranho, mas logo se acostumou com a nova realidade. “É difícil imaginar replicar as interações pessoalmente perfeitamente. No entanto, essa é realmente a melhor alternativa”, afirma. 

Os familiares podem participar das reuniões? 

A resposta é sim. O BeerOrCoffee, por exemplo, já realizou alguns Happy Hours com a participação de mães, pais, maridos, esposas, filhos e irmãos. Nosso Head de Business Intelligence, José Nilson, por exemplo, trouxe a sua irmã nutricionista para falar sobre alimentação saudável.

Em outra conversa, a mãe da executiva Juliana Torres, que é arquiteta e consultora, deu várias dicas e contou casos super divertidos para a  nossa força de trabalho remota. Isso sem falar no Léo Costa, que às vezes aparece com o Hércules, seu recém-nascido, e fica todo mundo babando. 

Além disso, não podemos deixar de falar da nossa “Head Of Love”, Bebela Vasconcellos, que é mãe dos fundadores do BeerOrCoffee, os irmãos Pedro e Roberta Vasconcellos, mas que também se tornou mãe de todos. Bebela deixa sua agenda aberta para todos que quiserem marcar um cafezinho (virtual, claro) e falar de diversos assuntos, pessoais ou profissionais. 

Como vimos ao longo do texto, é natural que comportamentos e hábitos mudam com uma força de trabalho remota e distribuída. Obviamente, a crise trouxe grandes desafios, mas também veio com grandes e gratas surpresas. 

Definitivamente, estamos vivendo uma nova forma de trabalho que implica novos comportamentos e hábitos, mas ela não precisa ser um fardo — pelo contrário. Como diz nossa CEO, podemos ser mais produtivos, conciliar melhor vida pessoal e profissional e o mais importante: ser mais felizes. 

Se você gosta dessa ideia de adotar uma força de trabalho remota, confira o texto que falamos sobre o que é trabalho distribuído, quais suas vantagens e por que sua empresa deve aderir ao modelo.


Renato Ribeiro é Head de Marketing de Conteúdo do BeerOrCoffee

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