Futuro do mercado: como será o trabalho em 2030?

Já pensou em como será o trabalho em 2030? Quando olhamos para as últimas décadas, as mudanças no comportamento da sociedade culminaram em novos formatos de relações profissionais. Não apenas os tipos de atividades estão diferentes — o papel de cada profissional no sucesso de uma empresa.

Será que daqui a 10 anos os ambientes de trabalho terão características similares às de hoje? Ou que tudo será completamente diferente? Para responder a essas e outras questões, a consultoria PWC realizou uma pesquisa em diversos países e desenhou 4 tendências preponderantes.

Neste artigo, falamos sobre cada uma delas e como esses cenários vão impactar as organizações nos próximos anos. Confira!

Integração versus fragmentação

O ponto de partida das principais mudanças no mercado de trabalho tem sido o avanço da tecnologia. Muitos cargos e profissões estão sendo substituídos por robôs e máquinas automatizadas, o que faz com que mais de 1/3 dos entrevistados ainda tema que isso aconteça até 2030.

Tal preocupação aponta duas direções distintas sobre os caminhos das organizações. A primeira é a integração. Empresas cada vez maiores, oferecendo mais produtos, serviços e conquistando monopólios. A segunda é a fragmentação, na qual o foco está na especialização em pequenos nichos pulverizados.

trabalho em 2030

Coletivismo versus individualismo

Nas relações interpessoais também são apontadas duas vertentes opostas que podem prevalecer na próxima década. A primeira é a do coletivismo, que está voltada para ações que fortaleçam a comunidade e o bem comum. A segunda é a do individualismo, que tem como principal premissa o “eu primeiro” e a busca realizações individualizadas.

Os quatro cenários prováveis

De acordo com os quatro direcionamentos apontados, a PWC desenhou quatro cenários distintos que têm grandes chances de se confirmarem em 2030. A cada um foi atribuída uma cor e descritas características que estão resumidas abaixo.

1. The yellow world — Humanos em primeiro lugar

No cenário amarelo, temos a união do coletivismo com a fragmentação. Nele, empresas sociais e comunitárias prosperam. Há uma busca por significado e relevância com uma pegada mais social. O financiamento coletivo será responsável por boa parte do fluxo de capital, a preocupação maior será sobre ter uma marca ética e novas diretrizes de relações de trabalho.

2. The red world — Inovação é a regra

No cenário vermelho, a fragmentação é complementada pelo individualismo. Com isso, organizações e indivíduos correm para dar aos consumidores o que eles querem. A inovação ultrapassa a regulamentação, e plataformas digitais oferecem alcance desproporcional e influência para aqueles com uma ideia vencedora. Especialistas e nichos com fins lucrativos florescem acima da média.

3. The green world — Cuidados organizacionais

No cenário verde, as diretrizes são o coletivismo e a integração. Responsabilidade social e confiança dominam a agenda corporativa com preocupações sobre mudanças demográficas, clima e sustentabilidade. Tais assuntos se tornam fatores-chave para o sucesso dos negócios.

4. The blue world – Reinado das corporações

No cenário azul desenhado pela PWC, o capitalismo das grandes empresas governa à medida que as organizações continuam a crescer e as preferências individuais superam as crenças sobre responsabilidade social. É a interseção entre o individualismo e a integração, que tende a “engolir” negócios menores e ignorar questões coletivas.

trabalho em 2030
Fonte: Workforce of the future — The competing forces shaping 2030 / PWC

Habilidades indispensáveis para o trabalho em 2030

Mesmo sem saber qual dos cenários será o que representará o trabalho em 2030, é fundamental se preparar para as mudanças. O estudo destaca duas habilidades que serão bastante valorizadas nos profissionais do futuro, em qualquer um deles. Veja quais são.

1. Adaptabilidade

A mudança é uma coisa constante. Os profissionais que conseguem se adaptar rapidamente a elas saem na frente dos demais. Isso não significa que você deve começar a aceitar tudo como aparece. É preciso ter bastante autoconhecimento para identificar qual é o melhor caminho a ser trilhado para que a adaptação ao novo seja algo positivo em sua carreira.

2. Talentos essenciais

Você já deve ter ouvido falar que ninguém é insubstituível. Contudo, o que a pesquisa aponta é que as empresas ainda precisam contar com alguns profissionais que são essenciais ao negócio. São pessoas com conhecimento mais aprofundado e que mantêm a organização inovadora e competitiva.

Preparando-se a partir de agora

As quatro possibilidades de futuro apresentadas são bastante distintas, mas conseguimos enxergar um pouco delas já nos dias atuais. Veja exemplos abaixo que podem ajudá-lo a se preparar para os desafios que virão.

Economia compartilhada

A economia compartilhada já vem sendo utilizada em diversas atividades do nosso cotidiano. A começar pelas soluções em mobilidade como os carros, patinetes e bicicletas, que passaram a ser alugados. 

Outros setores também já aproveitam essa onda, como os brechós, que aumentam o tempo de vida das peças de roupa, e os escritórios compartilhados, que otimizam o uso dos espaços de trabalho e geram economia para as empresas.

Gig economy

A gig economy é uma modalidade de trabalho que já foi conhecida por diferentes nomes, como “bico”, “autônomo” e “freelancer”. Tratam-se de profissionais que não têm vínculo com as empresas, mas que causam um grande impacto na economia.

Os principais exemplos atuais são os motoristas e os aplicativos, mas existem pessoas em inúmeras atividades que se encaixam nesse tipo de atuação.

Anywhere office

O conceito de anywhere office representa muito bem o futuro do trabalho. Antes, o fato de trabalhar em casa era um passo enorme para as empresas. Contudo, hoje é preciso dar mais liberdade a fim de que os profissionais possam atuar de qualquer lugar.

Os coworkings são peça-chave para esse conceito, pois permitem que a pessoa conte com uma estrutura completa de trabalho de onde estiver, além de ajudar no networking.

Não temos como ter certeza de como será o trabalho em 2030. Mas diante dos fatores mostrados neste artigo já dá para ter uma boa ideia. Seja qual for o cenário “vencedor”, o fato é que a preparação deve começar o quanto antes. Então, mantenha-se atento ao mercado, avalie as opções que ele oferece e não tenha medo do novo!

O que achou deste post? Se você ficou curioso sobre como vai ser o futuro das relações de trabalho, que tal experimentar um pouco disso agora mesmo? Agende um teste gratuito para você e seu time em um dos mais de 900 coworkings espalhados pelo Brasil!

Natália Fernandes é analista de conteúdo e co-fundadora da Começando na Web.

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