Saúde mental no trabalho: 11 estatísticas que você deveria saber agora mesmo

A preocupação com a saúde mental no trabalho tem ganhado cada vez mais espaço nas organizações. E existe um motivo para isso. As evoluções tecnológicas aumentaram a pressão por resultados, ao passo que, como seres humanos, nosso cérebro não está adaptado a essas mudanças.

As doenças mentais se intensificaram e o preconceito com elas só piora o cenário. Pessoas com vergonha de assumir que vão ao psiquiatra ou, ainda, as que pensam que o estresse e a ansiedade são coisas normais da modernidade. Como reflexo desses problemas, muitos profissionais buscam mudanças nas relações de trabalho, o que justifica, por exemplo, o aumento pela procura dos coworkings.

Diferentes pesquisas mostram, em números, as consequências do aumento de doenças mentais para os profissionais e empresas. Trouxemos neste texto um apanhado de 11 estatísticas muito relevantes. Confira!

1. A depressão e a ansiedade custam caro

De acordo com a WHO (World Health Organization) a depressão e a ansiedade causaram uma perda de aproximadamente US$ 1 trilhão na economia mundial.

saúde mental no trabalho

2. Investir na saúde mental gera retorno

Por outro lado, a mesma pesquisa afirma que, para cada US$ 1 investido em ações que promovem melhorias na saúde e bem-estar mental dos colaboradores, US$ 4 são percebidos em ganhos com o aumento da produtividade.

3. As empresas já investem na saúde mental dos seus colaboradores

Na pesquisa realizada pela Wellable, foi constatado que grande parte das empresas já adotam medidas para a melhoria da saúde mental de seus colaboradores. Entre os fatores que chamam a atenção estão:

  • 67% das empresas oferecem programas de assistência aos empregados;
  • 46% valorizam recursos de educação em saúde mental, tais como acesso a palestras, treinamentos e webinars;
  • 30% adotam escalas de trabalho mais flexíveis;
  • 29% valorizam o acesso às ferramentas digitais de saúde mental, como aplicativos para celular.

4. As práticas de mindfulness e meditação estão bem cotadas

As práticas de meditação e de mindfulness — exercícios para melhoria na capacidade de atenção e concentração — estão sendo encaradas como alternativas benéficas para as empresas. Mais da metade delas demonstrou intenção em aumentar os investimentos nessas iniciativas.

Inclusive, muitos espaços de coworking já oferecem práticas regulares de meditação guiada para seus frequentadores. As empresas e profissionais liberais que fazem parte desse movimento já estão colhendo os benefícios de uma rotina mais centrada.

5. O estresse está mais presente do que nunca nas organizações

Outra pesquisa, publicada pela Capita, revelou dados alarmantes sobre a presença do estresse no cotidiano das empresas. Veja alguns desses números:

  • 79% dos colaboradores relataram ter sofrido estresse no trabalho nos últimos 12 meses;
  • 22% disseram sentir estresse com alta frequência ou o tempo todo;
  • 47% acham que é normal sentir stress e ansiedade no trabalho;
  • 45% consideraram deixar um emprego devido ao estresse que ele gera;
  • 53% tiveram colegas que foram forçados a desistir do trabalho devido ao estresse;
  • 49% não acham que seu líder imediato saberia o que fazer se eles conversassem com ele sobre um problema de saúde mental.

6. Um colaborador estressado contamina todos à sua volta

Ainda de acordo com da Capita, o estresse causa aumento na irritabilidade e, com isso, outras pessoas são afetadas no ambiente, espalhando os males por toda equipe. Entre os “efeitos colaterais” identificados nas respostas, chamam a atenção:

  • 44% afirmaram estar mais irritados no trabalho;
  • 25% aumentaram o consumo de álcool;
  • 28% confessaram descontar em familiares;
  • 15% aumentaram o consumo de cigarros.

7. Os problemas de saúde mental ainda são um tabu

Outro fator preocupante apontado pela mesma pesquisa é que 24% dos trabalhadores já precisaram se afastar por estresse. Porém, menos da metade dos afastamentos tiveram registros relacionados à saúde mental.

Um outro dado que justifica essa situação é que 37% dos respondentes afirmam não se sentirem confortáveis em assumir para os colegas de trabalho, ou mesmo para a empresa que o afastamento foi motivado para cuidar da saúde mental.

8. Os profissionais não estão dormindo bem por causa do estresse

A pesquisa de 2019 da Mental Health American mostrou que o estresse está aumentando os problemas relacionados ao sono dos trabalhadores. Mais de 65% dos respondentes afirmaram que o estresse no trabalho está afetando a qualidade das suas noites de sono.

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9. O estresse está causando mudanças comportamentais nas pessoas

Metade das pessoas que responderam à pesquisa disseram que o estresse provoca comportamentos não saudáveis para ajudar a lidar com o problema. O que vai ao encontro do que já foi mencionado no tópico 6 sobre os dados obtidos pela Capita.

10. As pessoas não cuidam da própria saúde mental por medo

Novamente em concordância com os resultados da Capita, a Mental Health American apurou que 55% dos colaboradores sentem medo de tirar dias de folga para cuidarem de sua saúde mental.

11. A falta de receptividade das empresas também gera impactos negativos

A entidade perguntou aos participantes sobre o quão seguros eles se sentiam em conversar com seus gestores sobre problemas de saúde mental no trabalho. Entre os que afirmaram não se sentirem seguros, também foram constatados outros efeitos do estresse, tais como:

  • problemas para dormir;
  • queda na autoconfiança;
  • queda na motivação;
  • aumento na quantidade de faltas e atrasos.

Os resultados de todas essas pesquisas mostram que os problemas causados pelo estresse e pela ansiedade existem e geram impactos tanto para profissionais quanto para empresas. É preciso buscar alternativas para amenizar o problema. Seja adotando programas voltados para a saúde e bem-estar dos colaboradores, seja migrando o negócio para ambientes mais saudáveis e motivadores.

coworking week

O fato é que os empreendedores que não ficarem atentos à questão da saúde mental no trabalho tendem a amargar piora nos resultados operacionais e financeiros, perda de espaço no mercado e decadência da marca. É uma trajetória que só precisa de uma nova atitude para ser mudada, e o seu papel é dar o primeiro passo.

O que achou das informações que trouxe neste artigo? Você considera importante acompanhar a evolução do mercado com base em pesquisas internacionalmente reconhecidas e saber que tudo o que se percebe no dia a dia é mesmo real?

Se sim, que tal ir um pouco além? Veja como os coworkings têm impactado na identidade profissional dos colaboradores e qual é a influência desses espaços na qualidade de vida dessas pessoas.


Natália Fernandes é analista de conteúdo e co-fundadora da Começando na Web.

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